Blog Rica Perrone

logo
voltar ao blog

Não era o Zé

ze-ricardo
Acho que passados alguns meses não é difícil olhar pro jogo do Vasco e do Flamengo e cravar que “não era o Zé” o problema na Gávea.

 

Embora algumas das críticas fossem justas e ele tenha dado o mole de perder suas convicções pelo cargo, o Flamengo carrega os mesmos problemas enquanto o Vasco subiu de patamar consideravelmente.

 

Os dois hoje disputam a mesma vaga. E pelo futebol apresentado não sei se o Flamengo ainda é o favorito e o Vasco a surpresa por ali.

 

Zé Ricardo tem a dificuldade de não ter nome. Rueda tem, e se não tivesse já estaria sendo massacrado. O Flamengo montou um time bom, forte, que ninguém discutiu e agora é covarde reclamar da montagem dele. Mas um time “sonolento”.

 

Mais do que sonolento, um time meio de barriga cheia.  Pouca gente ali quer muita coisa. O mais promissor dos meninos já está vendido. O craque do time em fim de carreira. Os medianos já ganharam títulos e mais títulos, e o capitão já teve tudo.

 

Falta “fome”.  Foi um time montado pela disciplina e técnica, não por busca de algo mais.  Não são jogadores que deixam de correr, apenas correm o mínimo.  Porque ganhar ou perder, naquele ambiente empresarial de clara evolução pouco importa.

 

O Flamengo olha futebol como negócio.  E vocês pediram por isso.

 

Nos negócios você avalia que andava em décimo sexto. Organizou, aumentou receita, hoje transita em quarto. Está sim “tudo bem” para qualquer análise de negócio. E assim segue. Porque sim, na visão de negócio do novo Flamengo, “está tudo bem”.

 

O Zé Ricardo pagou um pato que não era só dele. O ano “ok” do Flamengo virou “ano ruim” conforme as expectativas criadas pela torcida, não necessariamente porque os resultados chegam a ser “ruins”.

 

Acreditaram mais do que na gestão. Mas no conceito Real Madrid.

 

Aqui não tem Real Madrid. E nunca terá.  Graças a Deus.


abs,

Rica Perrone