Blog Rica Perrone

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Chapecoense e o desperdício

chape

Ninguém deseja um acidente, nem mesmo relativiza a dor das perdas. Mas aconteceu, e quando aconteceu a Chapecoense ganhou um status mundial que jamais atingiria pelo futebol em campo.

 

Por consequência de sua tragédia, o futebol se mobilizou e emocionou o planeta. A Chapecoense saia de Chapecó para virar um símbolo de fair Play, respeito, amizade, tudo que há de mais bonito e que as vezes falta ao futebol.

 

Cheguei a apostar que o clube enxergaria isso e faria disso um conceito. E deste conceito sua marca.

 

Passado quase um ano da tragédia, a Chape ainda é um clube pequeno que briga pra não cair, e nada mais.

 

Um desperdício inacreditável, que  qualquer boa cabeça de marketing adoraria ter tido em mãos, mas sabe-se lá se por incompetência técnica, administrativa ou mero rigor estatutário, não deu passo algum.

 

O clube não criou nada. Não eternizou seu luto, não simbolizou a paz, o respeito e o fair play que o planeta viu naquela situação. Virou apenas um time vítima de tragédia, nada mais do que isso.

 

Encheu suas redes socais e também não fez nada demais com isso.

 

“O que voce faria?”

 

Se eu fosse presidente da Chape transformaria o clube num conceito. A Chape seria o time que representa o futebol e seus valores no mundo. O clube que rejeita pênalti mal marcado. O clube que recebe bem, que visita com respeito.

 

Ali nao jogaria qualquer bad boy pelos próximos 100 anos. Seria uma filosofia. Porque um clube grande, pelo campo, ela jamais será. E perdeu a chance de ser um simpático clube de todos.

 

“Mas Rica, oportunidade em tragedia?”.

 

Sim. Você toma decisões e rumos radicais especialmente quando obrigado. E a tragédia obrigou a Chape a mudar. Ela resolveu se refazer pequena, como era até o dia do acidente. E como pretende ser pra sempre.

 

Uma pena.

 

abs,

Rica Perrone